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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

RESENHA | PLANETA DOS MACACOS

Boulle, Pierre, 1912-1994. Planeta dos Macacos; Tradução: André Telles; São Paulo: Aleph,2015.


Pierre Boulle nasceu em 1912, na França. Além de o planeta dos macacos, é conhecido por outro título também adaptado ao cinema, A ponte do rio Kwai. Formou-se engenheiro, trabalhou como técnico na Asía durante boa parte da década de 1930 e alistou-se no exército francês durante a segunda guerra mundial, servindo como agente secreto.

Em um futuro não muito distante, três astronautas pousam em um planeta bastante parecido com a terra, repleto de florestas luxuriantes e com clima ameno e ar perfeitamente respirável. Mas esse lugar ,um perfeito paraíso, não é o que parece. Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade; nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... OS MACACOS.

Boulle nos surpreende com uma narrativa única, onde há uma mistura de romance com física pura, confesso que não gostei logo de inicio, mas os termos apresentados por ele meio que qualifica o enredo interestelar. Além disso, ele nos prova que não é necessário a criação de ambientes fora do comum para se ter uma ótima ambientação, creio que o final da história torna-se previsível para quem ler, entretanto digo-lhes. O final é surpreendente, totalmente diferente da produção cinematográfica de  1968, muito mais impactante. 

O planeta dos macacos é o romance dos questionamentos, dos egos inflados e de boas pitadas de sátira, nele Boulle nos leva a analisar as questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie?

O filme clássico consegue captar a essência do  livro e super índico, assim como este livro que é tão curto, mas tão intenso. No livro há ainda conteúdos complementares como uma entrevista a respeito do livro com o próprio autor e ainda um pouco de sua história que por sinal é muito interessante de engenheiro técnico, escritor a espião na segunda guerra. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A vingança da Maré #Resenha

Vingança da Maré/Haynes, Elizabeth; tradução: Mauro Pinho. - 1 ed.- Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013. 288p; 23 cm.

Elizabeth Haynes foi criada em Sussex, na Inglaterra. Trabalha como consultora para o serviço de informações confidenciais da polícia e vive em Kent com o marido e o filho. Vingança da Maré é seu segundo livro.

Confesso que quando li a sinopse pensei que seria mais livro cheio de clichês e um enredo previsível, entretanto Elizabeth consegue nos mostrar um intenso thriller psicológico com pitadas de suspense e mistério.

O livro é narrado em primeira pessoa, onde nos é apresentada Genevieve uma bem sucedida executiva que tem um grande sonho, morar em um barco. Para realizar esse sonho, depois do seu serviço diurno ela começa a trabalhar como dançarina em uma boate, eis que ela consegue comprar o tão sonhado barco e decidi comemorar com uma festa de inauguração, mas um corpo encontrado próximo de seu barco vai torna seu sonho em pesadelo. O enredo faz retomadas entre o presente e o passado como se fosse ‘flashback’. Ainda nos apresenta um lado obscuro como assédio sexual, drogas, tentativa de estupro, etc. 

Um ponto forte no livro de Haynes é a maneira como ela conseguiu explorar o feminismo, Genevieve nos encanta simplesmente por fugir dos padrões da mocinha indefesa e sofredora. Ela é decidida, determinada e muito focada. Além das críticas apresentadas na falta de igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

O dinamismo e a escrita de Haynes te prende e faz querer você  devorar cada página, ela é bem contudente com a realidade e as tensões ocorridas do livro são realmente humanizadas, reais. Você imagina realmente que aquele fato está acontecendo. O final do livro foi simples, mas aceitável. Afinal, nem tudo se resume a um grande clímax. 

Alex Gilson,
Acadêmico de Jornalismo




domingo, 21 de junho de 2015

RESENHA | HALF BAD- SALLY GREEN

Half bad/ Sally Green; tradução: Edmundo Barreiros. – 1. Ed.- Rio de Janeiro: Intrínseca,2014.


                Sally Green mora em Warrington, noroeste da Inglaterra, com marido e filho. Estudou Geologia e teve vários empregos até que em 2010, decidiu investir na carreira de escritora, teve um primeiro romance recusado, mas teve êxito com Half Bad, primeiro romance de uma trilogia que acompanha ‘half wild’ e ‘half lost’.
                Sally nos mostra que é possível sim, ainda escrever sobre o universo mágico dos bruxos, no livro a autora explora um outro lado da magia, sem varinhas ou coisas do tipo. Ela nos mostra um ambiente voltado mais para os rituais pagãos até notamos certa semelhança com a religião wicca na história. Nathan é o personagem principal da história, sendo construída em enredos alineares, somos apresentados ao protagonista preso em uma jaula.
                A escrita da autora é muito dinâmica e prende o leitor, confesso que há alguns detalhes que incomodam em sua escrita, ela utiliza na narrativa primeira e terceira pessoa, para leitura jovem adulto, primaria em apenas uma linha, pois se não bastasse esse jogo nas narrativas o livro é alinear, causa certa confusão, algumas vezes tive que volta para pode me situar, talvez se o livro seguisse um enredo linear, casaria perfeitamente esse jogo de primeira e terceira pessoa.
                O enredo nos mostra uma Inglaterra, onde humanos e bruxos vivem em harmonia, entretanto são classificados entre bruxos de luz e bruxos das sombras, já os humanos são simplesmente ‘felíxes’. Nathan foge à regra sendo um ‘meio-código’, filho do bruxo mais poderoso das sombras Marcus com uma bruxa de luz.
                Nathan vive com a avó e com seus meios-irmãos, a mãe suicidou-se, pois vivia um romance proibido com Marcus, bruxos das sombras são tidos como ‘maus’ e perseguidos por caçadores a mando do conselho dos bruxos da luz. Nathan é hostilizado, pelo fato de ser um meio-código, ainda sofre com o preconceito dentro do seio da família, sua meia-irmã Jessica é totalmente agressiva com ele, mas seu outro meio-irmão Arran é seu grande amigo e companheiro.
                A construção da relação entre Arran e Nathan me incomodou um pouco, pela descrição que Nathan dizia da relação deles, transparece que eles vivem um romance incesto, no começo nota-se apenas que Arran toma para si a responsabilidade com Nathan, mas com o decorrer dos capítulos, ocorre situações meio romanceadas entre os dois.
                Nathan é um personagem que te cativa pelo simples fato dele ser ‘humano’, ele não é o todo poderoso, é apenas uma criança que vai amadurecendo até alcançar o ápice de sua vida que é torna-se ‘bruxo’, esse ritual acontece aos dezessete anos, o leitor acompanha esse crescimento com ele, você percebe o começo dele, infantil e depois o quanto ele evoluiu. Sally insere muitos personagens na história, eles surgem de maneira aleatória.
                Com o desenvolvimento da história, você consegue identificar os papeis de cada um e ver que eles não estão avulsos. Há romance também, outro ponto positivo na obra de Sally, o romance entre Nathan e Analisse é interessante de acompanhar, pelo simples fato de não ser clichê. Em linhas gerais, Sally constrói uma história intensa sobre intolerância e racismo.

Alex Gilson,
Acadêmico de Jornalismo 

domingo, 5 de abril de 2015

'O EXTRAORDINÁRIO' : Uma história de superação de August Pullman


August (Auggie) Pullman nasceu com uma síndrome genética que teve como sequela uma deformidade facial, a qual lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola... Até agora. Todo mundo sabe o quão difícil é ser o 'novato' ainda mais quando seu rosto foge dos padrões. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular em New York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: Convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é igual a todo mundo.

reprodução/internet

Crítica
O extraordinário faz jus ao titulo, é  um livro delicioso de ler com uma escrita contemporânea, ele cita desde Star Wars a David Bowie. Além de tratar do assunto bullying e suas derivações de maneira doce e engraçada. Outro ponto bacana é que os capítulos são divididos de acordo com o ponto de vista de cada personagem a respeito da limitação de Auggie.


O livro nos dá várias lições de vida, frases de superação regidas de preceitos, o qual, inclusive tem definições. Uma ressalva também para a capa. 

No Inglês, existe uma expressão chamada 'Feeling Blue' a qual é atribuída tristeza e infelicidade, e foi um acerto da editora coloca-la azul, Além do perfil de Auggie que logo no primeiro capítulo ele diz que a mãe acha lindo seus olhos, os pais e a irmã Via, são super protetores, entretanto quando lemos o capítulo de Via nos deparamos com seguinte fragmento 'August é o sol. Eu, papai e mamãe giramos em torno dele como planetas, amigos e família são asteroides'. R J Palacio conseguiu humanizar e nos fazer navegar nas desventuras do Auggie, ele merece um 10 com muito louvores. Foi o melhor livro que li. 




quarta-feira, 1 de abril de 2015

PETRUS LOGUS: 'O guardião do tempo', primeiro livro jovem adulto de Augusto Cury #Resenha

Augusto Cury, um dos autores mais lidos da década no Brasil, segundo um grande veiculo da mídia, nos brinda com sua primeira obra jovem adulto ou infanto juvenil como quiserem. Petrus Logus. 
 O livro nos mostra um mundo depois da terceira guerra mundial, uma crise provocada pelo consumo excessivo o avanço da tecnologia e o abatimento dos recursos naturais, uma violência generalizada que deu origem a grande 'catástrofe'. 
Cem anos depois, o mundo aos poucos ganha vida e novos povos começam a surgir, em especial o Reino de Comus, liderado com mãos de ferro pelo poderoso Rei Apolo, grande líder mundial, com a ajuda de seus conselheiros, ele prega que o conhecimento foi o responsável pela destruição do mundo e por isso, proíbe o uso da tecnologia e de qualquer tipo de educação: dos livros às escolas.
 Mesmo com todo seu poder, o Rei Apolo não consegue controlar seu filho, o príncipe Petrus, que ao contrário do irmão gêmeo, Lexus não está interessado no poder e nos treinamentos de batalha. Petrus é apaixonado pelo aprendizado.
Educado pelo sábio Maltrus para ser um líder justo e generoso, Petrus é visto pelo pai como um rebelde é condenado a usar uma 'máscara da humilhação', utilizada pelos piores criminosos do reino, o jovem principe precisa sobreviver para realizar sua grande missão e mudar os rumos da história.


Crítica
Quando este livro me foi apresentado fiquei excitado e curioso, pois Augusto Cury é aclamado no meio acadêmico, resolvi ler-lo e gostei do enredo, essa crítica ao rumo que o consumo, a tecnologia e os rumos que a sociedade anda tomando e com consequência culminou na terceira guerra mundial. O leitor identifica-se e questiona-se a respeito do atual rumo das gerações. Eis que os seres humanos ressurgem e pairam no contexto da idade média, onde há reis, conselheiros, coliseus.
Cury poderia ter desenvolvido melhor o livro, ele apresenta buracos na história e alguns fatos ocorridos no livro são impossíveis até para distopias, a questão gramatical dele também me incomodou um pouco, o uso repetitivo de palavras e advérbios de modo, algo que na minha opinião empobrece o texto, uma ou duas vezes repetir termos, tudo bem, mas há um certo exagero e o livro é muito técnico para uma obra jovem adulto.
Uma ressalva também foi para o modo como ele apresentou a relação entre o aprendizado, o papel do mestre como educador e como um professor pode moldar mentes e fazer com que seus pupilos alcance grandes voos. 
Concluindo é um livro interessante de se ler, recomendo. Entretanto numa escala de o à 10, colocaria um 7. 



terça-feira, 17 de março de 2015

Chamado do cuco.

      O chamado do Cuco, escrito por Robert Galbraith (pseudônimo do J K Rowling), nos leva a uma Londres tomada pela neve, o clima abaixo de zero, onde uma modelo problemática morre numa queda da sacada e os indícios levam a um suicídio. 
    Entretanto, seu irmão tem sérias dúvidas e pede para o detetive Cormoran Strike para rever o caso.
    Strike é um veterano de guerra,  ferido fisicamente e psicologicamente, sua vida é uma confusão.  A investigação lhe dá um salva vidas financeiro, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no complexo mundo da jovem modelo, mas sombrias ficam as coisas e mais perto de ele chega de um perigo terrível.

                                                                     Opinião


       O chamado do cuco é diferente de quaisquer ficção policial, ele nós trás a um contexto moderno e atual, nos mostra uma Londres monótona com seus pubs, casas de tijolos alaranjados, cadeias de fast-food , temos como assistente improvável, Robin, secretária temporária que  acaba envolvendo-se na investigação é sendo de grande ajuda como sempre J K Rowling enobrece o feminismo em suas personas, quem não lembra da bruxinha Hermione? Com métodos de pesquisa atuais o Google faz-se presente nas investigações, o livro é bem detalhista e ser atento a leitura é valido, pois cada detalhe é uma peça concluindo o grande quebra-cabeça, o final é surpreendente, o livro te leva a vários suspeitos, a trama relata brilhantemente um mundo de modelos, rappers, estilistas de moda, drogas e ligações ilícitas.
                                         Concluindo leiam antes que eu dê spoilers.



domingo, 29 de junho de 2014

Resenha sobre "Maleficent"


    Em minha opinião um dos melhores filmes lançados em 2014 e com certeza digno de uma estatueta do Oscar, com roteiro super inteligente e que busca conserta os cacos deixados do filme infantil da Disney a bela adormecida com ótima interpretação da atriz Angelina Jolie, inclusive deu toques em diversas partes do filme e nossa protagonista é a vilã da história. 

     Com um enredo Linear, o filme começa a contar como tudo aconteceu o que levou Malévola a ser uma fada fria e cruel. A história inicia com a divisão de dois reinos um brejo mágico fronteiriço a um reino de seres humanos. Enquanto jovem, ela conhece e apaixona-se por um menino camponês chamado Stefan, cujo amor por Malévola é suprimido pela sua ambição de se tornar rei.

      Ao crescerem, eles se separam até que um dia Stefan volta para vê-la. Depois, após Malévola derrotar o rei numa batalha, Stefan se oferece para matá-la. Ao visitá-la novamente, Stefan lhe dá uma substância entorpecente e Malévola desmaia; Stefan não tem coragem para matá-la, e ao invés disso arranca suas asas usando uma corrente de ferro – uma vez que Malévola havia lhe dito que o ferro queima as fadas –, e leva as asas ao rei como prova de que Malévola estava morta.

     Triste por ter sido traída por Stefan e por ter perdido suas asas, Malévola começa a construir um reino de escuridão na terra das fadas. Ela toma um corvo, Diaval, por seu confidente e ajudante, constantemente transformando-o em vários animais. 

    Um dia, Diaval informa a Malévola que Stefan, agora rei, dará uma festa para o batizado de sua filha recém-nascida, Aurora. Em retaliação pela traição de Stefan, Malévola aparece sem ter sido convidada e amaldiçoa o bebê, que picará seu dedo no fuso de um tear no seu aniversário de 16 anos, caindo em sono profundo; a maldição só poderá ser quebrada com um beijo de amor verdadeiro. Stefan, paranoico pela maldição, queima e trancafia todos os teares do reino, e também envia Aurora para ser criada por três fadas no meio da floresta, devendo ser trazida de volta um dia depois de completar 16 anos. 

   Apesar do ódio inicial por Aurora, Malévola começa a cuidar dela, quando as fadas, negligentes, falham em fazê-lo. Quando Aurora completa 15 anos, ela finalmente conhece Malévola, acreditando que ela é sua fada-madrinha, ao lembrar dela por perto durante toda a sua infância. Malévola permite que Aurora passe mais tempo no brejo das fadas. Percebendo que gosta da menina, Malévola tenta remover a maldição, mas não consegue. 
  Aurora conhece um príncipe, Philip, e os dois sentem-se atraídos um pelo outro. Ele diz que está indo ao castelo do rei Stefan, mas promete retornar para vê-la. No dia de seu aniversário de 16 anos, Aurora decide que quer viver com Malévola no brejo das fadas, e Malévola permite pois não há teares no brejo, o que a protegeria da maldição. As três fadas, entretanto, contam a Aurora da maldição de Malévola, e Aurora vai embora para o castelo, magoada.

   O rei Stefan tranca Aurora num quarto até que o dia de seu aniversário termine, mas a maldição se processa e ela encontra os teares trancados, e pica seu dedo num fuso, caindo em sono profundo. Malévola, tendo falhado ao tentar protegê-la, adentra o castelo trazendo o príncipe Philip inconsciente, na tentativa de fazê-lo beijá-la e despertá-la da maldição – o beijo, entretanto, não funciona.  Pois ela tem consigo que não existe amor verdadeiro, Malévola pede perdão à Aurora pelo que fez e lhe dá um beijo na testa, o que faz com que ela desperte, uma vez que o amor materno de Malévola é verdadeiro. Ao acordar, Aurora chama Malévola de "madrinha", mostrando que a perdoou, e reafirma o desejo de ir viver com ela no brejo das fadas.

    O rei trava uma guerra com Malévola, e nisso Aurora encontra a asas da "Madrinha" e ver o quanto elas querem alçar voou então elas voltam para sua dona e entre as brigas o rei cai e morre e termina os dois reinos unidos e termina que o narrado daquela história é a Aurora contando realmente como tudo aconteceu.