Augusto Cury, um dos autores mais lidos da década no Brasil, segundo um grande veiculo da mídia, nos brinda com sua primeira obra jovem adulto ou infanto juvenil como quiserem. Petrus Logus.
O livro nos mostra um mundo depois da terceira guerra mundial, uma crise provocada pelo consumo excessivo o avanço da tecnologia e o abatimento dos recursos naturais, uma violência generalizada que deu origem a grande 'catástrofe'.
Cem anos depois, o mundo aos poucos ganha vida e novos povos começam a surgir, em especial o Reino de Comus, liderado com mãos de ferro pelo poderoso Rei Apolo, grande líder mundial, com a ajuda de seus conselheiros, ele prega que o conhecimento foi o responsável pela destruição do mundo e por isso, proíbe o uso da tecnologia e de qualquer tipo de educação: dos livros às escolas.
Mesmo com todo seu poder, o Rei Apolo não consegue controlar seu filho, o príncipe Petrus, que ao contrário do irmão gêmeo, Lexus não está interessado no poder e nos treinamentos de batalha. Petrus é apaixonado pelo aprendizado.
Educado pelo sábio Maltrus para ser um líder justo e generoso, Petrus é visto pelo pai como um rebelde é condenado a usar uma 'máscara da humilhação', utilizada pelos piores criminosos do reino, o jovem principe precisa sobreviver para realizar sua grande missão e mudar os rumos da história.
Crítica
Quando este livro me foi apresentado fiquei excitado e curioso, pois Augusto Cury é aclamado no meio acadêmico, resolvi ler-lo e gostei do enredo, essa crítica ao rumo que o consumo, a tecnologia e os rumos que a sociedade anda tomando e com consequência culminou na terceira guerra mundial. O leitor identifica-se e questiona-se a respeito do atual rumo das gerações. Eis que os seres humanos ressurgem e pairam no contexto da idade média, onde há reis, conselheiros, coliseus.
Cury poderia ter desenvolvido melhor o livro, ele apresenta buracos na história e alguns fatos ocorridos no livro são impossíveis até para distopias, a questão gramatical dele também me incomodou um pouco, o uso repetitivo de palavras e advérbios de modo, algo que na minha opinião empobrece o texto, uma ou duas vezes repetir termos, tudo bem, mas há um certo exagero e o livro é muito técnico para uma obra jovem adulto.
Uma ressalva também foi para o modo como ele apresentou a relação entre o aprendizado, o papel do mestre como educador e como um professor pode moldar mentes e fazer com que seus pupilos alcance grandes voos.
Concluindo é um livro interessante de se ler, recomendo. Entretanto numa escala de o à 10, colocaria um 7.
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